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17/09/2008 17:44
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Diz-me com quem almoças, dir-te-ei quem és…

Dos colegas de trabalho, aos clientes e fornecedores, passando pelos superiores hierárquicos, pelos vizinhos e até pelos amigos dos amigos todos as relações que construímos podem ser fundamentais ao sucesso profissional. Esta é a mensagem do livro “Nunca almoce sozinho”, de Keith Ferrazzi, empresário norte-americano que foi eleito pela revista Forbes como um dos profissionais mais bem relacionados do país.
Editado pela Actual Editora, este livro aborda, de modo inovador e prático, as formas como se conhecem novas pessoas e se criam comunidades “para ajudar todos os indivíduos a concretizarem o sucesso e a felicidade que desejam e merecem nos negócios e noutras áreas da vida”, esclarece o autor, no prefácio de “Nunca almoce sozinho”.
Numa sociedade cada vez mais global, Keith Ferrazzi apresenta uma obra capaz de entusiasmar os leitores em torno da “possibilidade e potencial de contactar com pessoas de todos os segmentos”, tudo porque “o espírito humano ultrapassa todas as fronteiras, sejam elas entre famílias, empresas, cidades ou mesmo países”, acrescenta o especialista.
A consciência da crescente importância desta rede de relações – aquilo a que os norte-americanos chamam de networking – começa também a ganhar força entre nós. Um pouco por todo o país proliferam eventos que têm por missão estabelecer contactos entre empresários e demais profissionais, os quais acabam por ser proveitosas oportunidades para o estabelecimento de novos negócios e parcerias entre os participantes.
Fonte: MSN

19/02/2008 0:02
Os cinco pés da liderança  0 commentaire

Os cinco pés da liderança

Há cinco regras de gestão que podem ajudá-lo a encontrar o caminho certo para uma mudança organizacional positiva. Wally Bock, autor e consultor norte-americano, chama-lhes os pês da liderança. Siga estas dicas:

Preste atenção ao que é importante
Concentre-se naquilo que é crucial para o negócio e deixe as restantes tarefas a cargo da equipa. Deixe-se de perfeccionismos e reconheça que recursos são limitados. Organize-se de forma a poder focar-se nas questões maiores.

Premeie aquilo que quer manter
O prémio é a consequência de uma atitude acertada. Contudo, deve ser usado de forma inconstante, para não perder a força e para que continue a ter sempre impacte nas pessoas.

Puna o que quer que deixe de acontecer
A partir do momento em que determina as atitudes a eliminar, deve encontrar penalizações para quem insiste em mantê-las. Mas não exagere. É que a gestão pelo medo paralisa e limita a tomada de iniciativas.

Pague pelos resultados que quer obter
O pagamento é uma das formas mais tangíveis que pode utilizar para recompensar as pessoas pelo trabalho bem feito. Mas não limite esse pagamento ao dinheiro. Pague-lhes com folgas, reconhecimento, escolha de trabalhos, pequenos presentes e bónus especiais. Assim encorajará o comportamento que deseja.

Promova as pessoas que lhe entregam os resultados
Na sua empresa as pessoas sentem que são promovidas por mérito ou através de conhecimentos? As promoções devem ter o foco apontado para os trabalhadores que têm o comportamento desejado e que representam aquilo que a empresa é hoje.
Não devem ser uma forma de premiar quem faz bem, é certo como sempre se fez.

(Fonte: Revista EXAME) Maio 2007


18/02/2008 23:50
Medo, para que te quero  1 commentaire

Medo, para que te quero

Na barreira de coral de Teahupoo, no Taiti, forma-se uma das mais perigosas ondas do mundo. Esta vaga pode ter entre 10 e 14 pés de altura, ou seja, 3 a 4 metros. Uma massa de água pesada e gigantesca que Ricardo Faustino e a sua frágil prancha de bodyboard cavalgaram no Verão de 2006.

O risco de vida não assustou o aventureiro de 26 anos. Numa das tentativas para domar aquele colosso marítimo perdeu o controlo da manobra e foi empurrado para o fundo de coral. Apesar das feridas em todo o corpo, desistir nunca foi uma opção. "Bati no fundo bastantes vezes, noutras ondas, e fiquei bastante tempo debaixo de água, mas, felizmente, nada de muito grave. A principal arma para escapar ileso a qualquer situação grave no mar é manter a calma e conseguir, em segundos, analisar o que nos pode salvar", afirma Ricardo Faustino que conquistou o 9.º lugar no Campeonato do Mundo de Bodyboard, em 2001.

Para desportistas como este, uma pequena falha pode significar demasiado. Pode custar-lhes a vida. "Fazer provas oceânicas em solitário é sem dúvida extremamente perigoso. Navegar sozinho num barco de 6,5 metros no meio do oceano é algo superarriscado. Mesmo com mar liso e pouco vento, se cairmos, as hipóteses de sobreviver são reduzidas, porque não há ninguém a bordo para nos ir buscar", assume o velejador de 22 anos, Francisco Lobato.

No entanto, estes atletas continuam a desafiar o perigo. "Acho que o risco é a energia que me move, que me faz querer o desconhecido, que me leva à exploração nas profundezas deste nosso planeta", diz Samuel Ribeiro, espeleólogo, de 31 anos.

Apesar desse fascínio, estes aventureiros revelam ponderação por trás de cada acto.
É exactamente por isso que as suas experiências constituem conselhos para todas as pessoas que diariamente gerem o medo de falhar, de não ser respeitado ou de assumir riscos.

Preparar, preparar, preparar
Quantos decisores não arrepiaram caminho quando pensaram nas eventuais consequências de uma deliberação? Quantos executivos se sentiram esmagados pelas dificuldades de progressão na carreira?
"Um gestor tem cada vez mais de ser empreendedor e de assumir riscos, mas é cada vez mais vigiado, pelo cliente, pelo accionista e pelo mercado. Nos Estados Unidos a rotação de CEO é de 19 meses. Em Portugal será um período maior, mas actualmente já não parece tão mal mudar de CEO", diz Luís Reis, administrador-delegado da consultora Hay Group.

"Hoje, a vida de um gestor é de tal modo cheia de adrenalina que o segredo está em diminuí-la e em nivelá-la," acrescenta o mesmo especialista. É esse equilíbrio que estes desportistas procuram sempre que entram em competição. "O medo e toda a adrenalina que nos envolve nesses momentos é o que nos faz avançar e correr riscos. Desde que seja moderado... posso garantir que é um aliado", explica Ricardo Faustino.

Para tornar o medo num cúmplice, é importante desenvolver e fortalecer a autoconfiança e o autocontrolo (veja caixa "Competências fundamentais"). "Em espeleologia todos passamos, eventualmente, por uma situação de grande risco. Nestes casos é necessário manter o controlo e confiar inteiramente em nós próprios e na equipa que está a trabalhar connosco. Ponderar as soluções e actuar", diz Fernando Pinto.

Este espeleólogo de 25 anos bateu o recorde nacional de descida às profundidades da Terra, em 2006, juntamente com Samuel Ribeiro. Numa expedição internacional desceram até 1206 metros na gruta J-02 situada no estado de Oaxaca, no México. "As situações de risco são constantes; em exploração todos os passos têm de ser pensados, contudo, com a experiência e técnica apuradas, as probabilidades de acidente são baixas. "Penso que é perante o obstáculo que o homem se revela", sustenta Samuel Ribeiro.
A experiência mexicana abriu o apetite por mais aventura. No próximo Verão, Samuel vai tentar a descida à gruta Krubera/Voronja, na Geórgia, Rússia, acompanhando a equipa internacional detentora do recorde mundial de profundidade, que está nos 2140 metros.

Tal como para todas as expedições, também para esta Samuel Ribeiro está a fazer o trabalho de casa: "A minha preparação física baseia-se num treino global de meio fundo corrida, natação, escalada, BTT, orientação e marcha, treinos específicos para competição e a actividade espeleológica propriamente dita. Psicologicamente medito sobre os objectivos de uma exploração, avalio os riscos, equaciono possíveis cenários e como ultrapassá-los, dizendo a mim próprio que, no momento em que é exigido ao meu corpo superar as condições adversas do meio, não vou desistir." Só assim se garante que no minuto crucial nada falha. "Estar bem preparado fisicamente dá-me a confiança necessária para enfrentar estes desafios", explica Fernando Pinto.

Cuidar do corpo e da mente é essencial para se conseguir ter a resistência física e emocional que sustente cada decisão. "É raro o gestor que não sabe que tem de melhorar. Mesmo em Portugal os executivos têm uma agenda de desenvolvimento pessoal. Sabem que tudo pode mudar muito rapidamente, e que, para além do sucesso do negócio, têm de pensar no sucesso pessoal", enfatiza o consultor Luís Reis.

Concentração nos objectivos
Por seu turno, Francisco Lobato sublinha que a concentração em cada uma das suas actividades é fundamental. Há vários meses que o velejador treina para participar no Transat, uma competição internacional entre La Rochelle, em França, e Salvador da Bahia, no Brasil. São cerca de 25 dias de viagem pelo Atlântico, com apenas uma paragem nas Canárias, num barco com 6,5 metros, sem qualquer companhia.

Em paralelo, frequenta o 3.º ano da licenciatura com mestrado integrado em Engenharia e Arquitectura Naval, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. O trabalho que faz com Sidónio Serpa, professor da Faculdade de Motricidade Humana especialista em psicologia desportiva, permitelhe encontrar o controlo necessário do seu dia-a-dia e das suas emoções. "Gosto de me preparar para as situações de stresse e de risco, mas quando aparecem coisas novas tento ter confiança nas minhas capacidades", explica o jovem desportista.
A sua coordenação e presença de espírito foram postas à prova recentemente. "Já estive numa situação em que não sabia o que fazer: sozinho a atravessar o Canal da Mancha com nevoeiro, num barco de 6 metros, sem radar e a ouvir os apitos dos navios. Sabia que eles estavam perto, mas pouco ou nada podia fazer. Existem algumas situações difíceis que nos levam abaixo psicologicamente. Nessas alturas tento concentrar-me nos objectivos a que me propus, acreditar e tentar alcançá-los."

Para Francisco a sorte terá sido importante naquele momento. Mas não foi suficiente.
"A sorte faz-se, e se trabalharmos e evoluirmos as coisas aparecem. Parece que temos sorte, mas foi o esforço anterior." A preparação e definição de metas reais ajuda a ter confiança em si mesmo e a ter melhor controlo da situação.

Acima de tudo permite dosear o medo para se chegar mais longe. As palavras de Ricardo Faustino são reveladoras do sucesso possível: "Quando estou a surfar ondas grandes e perigosas faço-o porque realmente gosto e estou preparado, depois a adrenalina faz o resto. No fundo, divirto-me."

Competências fundamentais
No dicionário de competências do Hay Group há duas que são essenciais para enfrentar riscos e receios:

Autoconfiança - É a convicção de que se é capaz de realizar com êxito uma tarefa e seleccionar a abordagem adequada para realizar um trabalho ou resolver um problema. Inclui mostrar confiança nas suas próprias capacidades (nomeadamente perante novas dificuldades), decisões e opiniões.

Autocontrolo - É a capacidade para manter as emoções sob controlo e evitar reacções negativas perante provocações, oposição ou hostilidade por parte de outros, ou quando se trabalha em condições de stresse. Implica resistência perante condições de stresse permanente.


O que é o medo?



Conhecer as reacções biológicas subjacentes ao medo ajuda a perceber melhor esta emoção

"O medo, biologicamente falando, desencadeia a activação do sistema nervoso simpático que mobiliza os recursos do corpo e prepara o organismo para uma acção vigorosa. A activação simpática intensa tem uma função especial, funciona como uma reacção de emergência que mobiliza o organismo em momentos de crise, para fugir ou para atacar. Há maior combustível nutritivo para os músculos e é distribuído mais rapidamente.
O medo provoca também, em termos de secreções hormonais um aumento dos níveis de adrenalina", explica Leonor Almeida, 38 anos, professora associada no departamento de Psicologia da Universidade Lusófona.
Mas afinal, perante o perigo que opção escolher: defender ou atacar? "Isto depende, por um lado, das predisposições inatas e, por outro, da situação específica.
Factores somáticos da emoção intensa: aumento do ritmo cardíaco, aumento do ritmo respiratório e resposta galvânica da pele", acrescenta aquela especialista.

(Fonte: Revista EXAME) Fevereiro 2007


03/02/2008 1:39
O espelho da mente  0 commentaire
O espelho da mente
David Lewis analisa o cérebro humano e indica o melhor caminho para empresários e marketeers que querem conhecer o comportamento dos consumidores
Duas décadas a estudar o cérebro humano deram a David Lewis, 64 anos, vasto conhecimento sobre a conduta dos consumidores. Uma especialização que as empresas e os marketeers começam a explorar para responderem melhor aos desejos dos seus clientes e, em última análise, venderem mais.

“A pressão do mercado global é tão forte que quem conseguir ter um melhor conhecimento das reacções das pessoas perante uma série de coisas no mercado pode ter aqueles 2% ou 3% de margem face aos seus rivais”, afirma este cientista. “Acredito que existem vários interruptores no cérebro que podem ser pressionados para que a venda seja mais bem feita”, acrescenta.

O neuromarketing ajuda a saber quais são e, nesta entrevista exclusiva à EXAME, David Lewis indica alguns deles: confiança; relação emocional; e rapidez na transmissão da mensagem. Foi para debater a relação entre a neurociência e o marketing que a QSP – Consultoria de Marketing convidou este especialista para proferir, dia 28 de Fevereiro, na Exponor, em Matosinhos, uma palestra no âmbito da conferência “How can marketing innovate.” Um dia antes será realizada uma experiência de neuromarketing com consumidores portugueses. Paradoxalmente, David Lewis não faz publicidade para promover a sua empresa, a MindLab International.

Quando e como é que a neurociência se transformou numa vantagem comercial para as empresas?
O termo “neuromarketing” foi cunhado na viragem do milénio. É relativamente novo. Nos Estados Unidos essa disciplina desenvolveu-se em torno de uma técnica chamada FMRI – Functional Magnetic Resonance Imaging.

Há outra técnica em que o voluntário se deita dentro da máquina que recolhe imagens do fluxo sanguíneo no cérebro, chama-se BOLD – Blood Oxygen Level Dependent. Do meu ponto de vista, apesar de a FMRI ser uma técnica sensacional para obter imagens do cérebro, tem desvantagens significativas: é completamente imóvel. É preciso ir a um sítio especial para a usar, o sujeito tem de ficar completamente quieto, cria ansiedade nas pessoas, não é uma situação da vida real. Nos anos 80, quando trabalhava na Universidade de Sussex, interessei-me pela electroencefalografia (EEG), que lê as correntes eléctricas no cérebro.

Não estava interessado em questões comerciais, trabalhava no departamento de ciências biológicas e queria analisar as respostas do cérebro a diferentes estímulos. Estudava o stresse e a ansiedade. Naquela altura o equipamento médico era muito primitivo. Tivemos de construir um hardware para descarregar os dados para um computador e o software para o guardar. Queria obter segmentos de estímulos, para gravar cerca de 30 segundos de dados.

Mesmo nesse curto espaço de tempo obtêm-se milhões de dados. Tive a ideia de pedir a agências de publicidade para me deixarem utilizar anúncios de televisão. Estava apenas interessado na resposta do cérebro a estímulos, como som, imagens e cor. Por cortesia enviei-lhes um relatório e ficaram muito interessados. Uma revista sectorial de marketing e um canal de televisão fizeram trabalhos sobre as minhas investigações.

Começou logo a trabalhar com as agências de publicidade e marketing?
Teve pouca expressão nessa altura, porque processar os dados era complicado, ainda não tínhamos o software. O interesse por parte de organizações externas começou uns 20 anos depois de ter começado as minhas investigações.

Então, por que é que o neuromarketing é importante para as empresas?

A pressão do mercado global é tão forte que, quem conseguir ter um melhor conhecimento das reacções das pessoas perante uma série de coisas no mercado, pode ter aqueles 2% ou 3% de margem face aos seus rivais. Outro argumento tem que ver com o desenvolvimento de equipamento e de programas informáticos, que tem alargado o âmbito do nosso trabalho. […]
(Fonte: Revista EXAME) Fevereiro 2008



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