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Dados do INE
Taxa de juro no crédito à habitação aumenta outra vez
Mais 0,145 pontos percentuais em Novembro face a Outubro A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se, no mês de Novembro, em 5,455 por cento, o que representa uma subida de 0,145 pontos percentuais (p.p.) face a Outubro.
Ainda de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a subida mensal da taxa de juro implícita no conjunto dos contratos em vigor ocorreu em todos os períodos considerados, registando-se acréscimos mensais de 0,240 p.p. para os contratos celebrados nos últimos 3 meses, de 0,208 p.p. (últimos 6 meses) e de 0,195 p.p. (últimos 12 meses), fixando-se as respectivas taxas de juro implícitas em 5,201%, 5,080% e 5,083%.
O valor médio por contrato do capital em dívida apresentou uma subida mensal de 190 euros e a prestação vencida situou-se em 341 euros.
Do mesmo modo, a subida mensal da taxa de juro implícita no conjunto dos contratos em vigor abrangeu todos os destinos de financiamento considerados, aquisição de terreno para construção de habitação (0,169 p.p.), construção de habitação (0,139 p.p.) e aquisição de habitação (0,146 p.p.), situando-se as respectivas taxas em 5,273%, 5,444% e 5,458%.
A subida mensal da taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação em vigor abrangeu, ainda, os dois regimes de crédito. A taxa de juro do regime geral registou uma subida de 0,159 p.p., passando para 5,333%, enquanto a do regime bonificado total aumentou 0,100 p.p., situando-se em 5,906%. As taxas de juro implícitas nos contratos dos regimes bonificados jovem e não jovem apresentaram comportamentos semelhantes, subindo 0,103 e 0,098 p.p., respectivamente, face ao verificado no mês de Outubro de 2007, fixando-se os seus valores em 5,844% e em 5,963%. Estes acréscimos na taxa de juro resultaram de aumentos mais acentuados nas parcelas suportadas pelos mutuários, de 0,099 e 0,097 p.p., associados a ligeiros aumentos das comparticipações do Estado, de 0,004 e 0,001 p.p., respectivamente.
(Fonte: Agencia Financeira) 28.12.2007
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Economia continua sólida
BCE afasta descida da taxa de juros
Preço do petróleo, produtos agrícolas e impostos ameaçam subir ainda mais nos próximos mesesO Banco Central Europeu (BCE) desfez esta quarta-feira as esperanças de milhares e milhares de famílias, que aguardavam por uma descida das taxas de juro.
O presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, descartou uma descida do preço do dinheiro na Zona Euro para combater um possível abrandamento da economia, como consequência da crise de crédito de alto risco (subprime).
A impedir a redução da taxa de referência e, por consequência, dos encargos das famílias com os créditos, nomeadamente à habitação, estão os riscos que pesam sobre a estabilidade de preços.
Num discurso perante a Comissão dos Asuntos Económicos, quando questionado sobre uma possível redução dos juros, Jean-Claude Trichet foi peremptório na resposta: «As taxas de juro dependem da necessidade de garantir a estabilidade de preços a médio prazo».
O BCE estabeleceu como uma das suas maiores prioridades a garantia da estabilidade de preços, o que implica manter a inflação da Zona Euro num valor até 2%. Em Novembro, este tecto foi largamente ultrapassado, com a taxa a situar-se nos 3%. O BCE alerta ainda para a permanência de riscos inflacionistas, que ameaçam fazer subir ainda mais os preços.
Entre os factores que ameaçam fazer subir ainda mais a inflação está a escalada do petróleo e dos produtos agrícolas. Trichet sublinhou ainda a possível subida dos preços regulados e dos impostos indirectos, acima do que se previa até agora.
Aumentos salariais devem ser moderados
O presidente do BCE alertou ainda para os riscos implícitos nos aumentos salariais, que podem ter também efeitos negativos na economia.
O BCE «está pronto para combater as ameaças à estabilidade de preços, em linha com o seu mandato», sublinhou o responsável, acrescentando que a instituição «seguirá de perto todos os acontecimentos» e «actuará de forma firme e oportuna» para «garantir que os efeitos e os riscos para a estabilidade de preços a médio prazo não se materializem».
Quanto aos fundamentais da economia europeia, Trichet considera que «continuam sólidos» como demonstra a taxa de crescimento de 0,7% registada no terceiro trimestre do ano, embora admita que no último trimestre possa verificar-se um abrandamento.
O facto é que, segundo o presidente, permanece um «elevado nível de incerteza» como consequência da turbulência financeira, que ameaçam o crescimento económico para os próximos tempos.
(Fonte: Agencia Financeira) 19.12.2007
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Taxa Euribor a três meses atinge novo máximo
A taxa Euibor a três meses, um dos indexantes que serve de referência para o cálculo das prestações do crédito à habitação, voltou hoje a atingir um novo máximo desde o ano 2000 nos 4,952%, com o mercado a considerar que o corte das taxas de juro ontem anunciado pela Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) não irá ser suficiente para conter a crise dos mercados de crédito.
(Fonte: Diario Economico) 12.12.2007
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Governador do Banco de Portugal
Constâncio pede aos bancos mais rigor a emprestar dinheiro
O Governador do Banco de Portugal apertou o controlo
Os bancos têm que dar mais informações sobre as suas contas e Vítor Constâncio pediu atenção redobrada no crédito. Tudo devido à crise financeira, diz o «Diário Económico». O Banco de Portugal apertou o controlo sobre a evolução dos riscos de crédito e de liquidez dos bancos, na sequência da crise financeira do «subprime». Ao longo das últimas duas semanas, Vítor Constâncio reuniu-se com os principais grupos financeiros e deixou um alerta: a situação actual dos mercados financeiros ainda não estabilizou e, por isso, os bancos devem ter um cuidado redobrado na concessão de crédito.
Fonte oficial do Banco de Portugal recusou comentar a existência das referidas reuniões, alegando que a agenda do supervisor é reservada, mas confirmou que o governador pediu aos bancos um rigor acrescido na concessão de crédito, tendo em conta as condições actuais, mais difíceis, de financiamento das instituições nos mercados internacionais.
(Fonte: Agência Financeira) 12.12.2007
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Taxas de crédito mantêm uma tendência de subida Euribor a três meses atinge o valor máximo dos últimos sete anos
As taxas de juros a três meses na Zona Euro atingiram ontem o valor máximo dos últimos sete anos, reflectindo a aproximação do final do ano e a continuação das restrições na concessão de crédito. A Euribor a três meses fixou-se nos 4,858%, acima dos 4,839% da última segunda-feira, registando assim o valor mais elevado desde Dezembro de 2000. Esta taxa serve de indexante aos empréstimos à habitação de prazos mais curtos (a maioria dos créditos estão indexados à Euribor a seis meses) e a muitos depósitos ou outros produtos de poupança.
Aumentos superiores a 10% Numa simulação realizada por João Fernandes, especialista em economia da DECO, para o Destak, entre Novembro de 2006 e Novembro de 2007 (para um crédito de 150 mil euros a 30 anos e com um spread de 1%), os portugueses pagam agora mais 96,20 euros ou mais 84,65 euros por mês, caso tenham negociado taxas de juros a três ou a seis meses. Na prática, os portugueses pagam agora, na simulação Destak, mais de 860 euros mensais enquanto há um ano pagavam menos de 780 euros.
BCE não deverá alterar taxas O Banco Central Europeu (BCE) deve manter esta semana (e durante o ano de 2008) a taxa de juro de referência da Zona Euro inalterada nos 4,0 pontos percentuais, uma vez que existem preocupações com os riscos inflacionistas, depois de a taxa de inflação da Zona Euro ter subido para 3% em Novembro, superando o limite desejável de 2% pelo terceiro mês consecutivo.
(Fonte: Jornal Destak) 05.12.2007
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BCE volta a injectar liquidez no mercado
O Banco Central Europeu (BCE) anunciou que vai voltar a injectar liquidez no mercado para travar "o reaparecimento dos riscos de volatilidade" nos mercados monetários. A autoridade monetária não revelou o montante que vai ser disponibilizado.
Banco Central Europeu (BCE) anunciou que vai voltar a injectar liquidez no mercado para travar "o reaparecimento dos riscos de volatilidade" nos mercados monetários. A autoridade monetária não revelou o montante que vai ser disponibilizado.
"O BCE notou o reaparecimento de tensões no mercado monetário europeu", afirmou a autoridade monetária em comunicado. A entidade presidida por Jean-Claude Trichet vai assim reforçar as injecções de liquidez no mercado, para além das já previstas, "durante o tempo que for necessário".
O BCE começou a injectar liquidez no mercado em Agosto passado, depois da crise do "subprime" nos Estados Unidos ter tornado os bancos mais relutantes em emprestar dinheiro uns aos outros e ter aumentado os custos do crédito.
Axel Weber, membro do BCE, afirmou hoje que o mercado monetário continua "frágil e tenso", e que não espera ver melhoria, pelo menos, até ao final do ano.
"Deverá haver tensões no mercado monetário até ao final do ano, com os bancos a tentarem manter liquidez suficiente para protegerem os seus balanços", afirmou Rainer Guntermann, economista do Dresdner Kleinwort. "É preciso mais transparência mas é também necessário mais tempo para os bancos voltarem a ganhar confiança", acrescentou Guntermann.
(Fonte: Jornal de Negócios) 23.11.2007
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CE prepara lei para proteger consumidores face aos abusos dos bancos
Bruxelas anunciou hoje que vai apresentar nos próximos meses um conjunto de medidas para proteger o consumidor face às entidades de crédito, que várias vezes dificultam a eleição e as possibilidades dos particulares em mudar de banco.
Segundo revela o site 'Invertia', os obstáculos com os quais o consumidor se depara quando pretende mudar de entidade, a falta de liberalização das hipotecas ou os contratos financeiros que obrigam a aceitar um serviço financeiro quando o consumidor pretende contratar um outro serviço diferente, são alguns dos exemplos dos abusos aos quais a Comissão Europeia que colocar um ponto final.
(Fonte: Diario Economico) 20.11.2007
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Finalmente há luz ao fundo do túnel.
Prestações da habitação deverão começar a descer a partir de MarçoOs encargos com os empréstimos à habitação aumentaram, e voltaram a aumentar. Um cenário que persiste desde 2005. Mas há, aparentemente, boas notícias no horizonte, diz o «Jornal de Negócios».
O início de 2008 deverá ditar uma diminuição das prestações mensais dos empréstimos à habitação.
De acordo com uma simulação feita, a partir das expectativas do mercado para o valor da Euribor no próximo ano expressas nos contratos futuros, os encargos com o crédito deverão começar a aliviar nas revisões realizadas a partir de Março.
Uma família que tenha um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um «spread» de 0,7%, indexado à Euribor a 6 meses, e cuja revisão ocorra em Março, deverá beneficiar de um corte da prestação de cerca de 3 euros para um total de 551,89 euros.
Na revisão anterior, que decorreu em Setembro, esta mesma família viu os encargos mensais aumentarem em quase 50 euros.
(Fonte: Agência Financeira) 08.11.2007
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Mais tempo para pagar a habitação
Os portugueses têm recorrido cada vez mais a empréstimos a longo prazo para a compra de casa.
Essa escolha, porém, pode trazer consequências graves. Na prática, um crédito de 100 mil euros para comprar uma habitação de 112 mil euros, com um spread de 0,8 por cento e a Euribor a seis meses no valor actual (4,57 por cento) quase que duplica o custo do imóvel ao fim de 25 anos. São mais de 84,7 mil euros pagos ao banco apenas em juros, diz o «Correio da Manhã».
Esta situação agrava-se se alargarmos o prazo do empréstimo para 40 anos. Neste caso, o montante pago em juros ao banco ultrapassa mesmo o valor da casa: quase 173 mil euros, sem contabilizar possíveis aumentos de taxas.
É esta a realidade de Inês e Carlos Matos, um jovem casal com um rendimento de 1500 euros por mês.
Inês e Carlos acabaram por optar pelo empréstimo a 40 anos por «ter a mensalidade mais baixa». Com uma taxa de juro de 5,528 por cento (spread 0,8 por cento), este casal vai pagar 580 euros todos os meses, menos 35,76 euros do que num empréstimo a 25 anos, de acordo com várias simulações realizadas na internet.
«Mas queremos ir amortizando ao longo do tempo», adverte Carlos Matos, 30 anos, engenheiro do Ambiente.
«Quando escolhemos o banco para o crédito à habitação tivemos isso em conta: o facto de a instituição em causa não cobrar qualquer comissão pelas amortizações antecipadas», explica Inês Matos, 30 anos, bióloga. Desta forma, o casal vai tentar evitar o pagamento de cerca de 272,9 mil euros, por um empréstimo de 100 mil.
Segundo uma fonte bancária contactada pelo CM, a escolha de Inês e Carlos foi «compreensível, pois assim a prestação mensal desce». «As pessoas tendem cada vez mais a pedir empréstimos com prazos alargados ou a renegociar esse prazo ao longo do empréstimo», conclui.
Porém, para João Fernandes, da DECO, essa opção não é vantajosa. «O alargamento do prazo do empréstimo é uma alternativa que deve ser tomada só mesmo em caso de necessidade», diz. «Quanto mais alargado for o prazo, mais juros se paga e, portanto, mais caro fica o empréstimo», explica o responsável desta associação de defesa dos consumidores.
Actualmente, todos os bancos têm pacotes de crédito que atenuam o peso da mensalidade, como o pagamento inicial apenas de juros ou a introdução de valor residual entre 10 e 30 por cento do financiamento, pago nos últimos anos do empréstimo.
Além disso, as instituições bancárias oferecem condições especiais para jovens até os 30 anos. É o caso da promoção «spread zero», nos primeiros 12 meses do empréstimo.
Após a aprovação do crédito, os clientes de qualquer instituição bancária podem ainda optar pela domiciliação automática dos ordenados, a compra de mais seguros ou outros produtos, no sentido de suavizar as condições do empréstimo.
«No caso dos seguros obrigatórios para a concessão do empréstimo, é aconselhável analisar as condições das outras seguradoras, pois nem sempre os seguros dos bancos são vantajoso», diz Elsa Cordeiro, promotora imobiliária de uma multinacional.
«É importante que as pessoas tenham a noção de que nenhum banco pode obrigar os seus clientes do crédito à habitação a aderir aos seguros de vida e multi-riscos que oferecem», adverte a responsável.
Todas as condições são importantes na hora de realizar um crédito à habitação: a idade dos proponentes, se já são clientes da instituição, os rendimentos, a existência ou não de fiadores e a taxa de esforço para a aquisição do empréstimo.
(Fonte: Agência Financeira) 15.11.2007
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Diferencial taxas de empréstimos e depósitos cai para metade
O diferencial entre as taxas dos empréstimos e as dos depósitos baixou quase um ponto percentual entre 2003 e Agosto de 2007 em Portugal, reflectindo a redução da margem financeira no segmento dos particulares, segundo os dados do Banco de Portugal.
As estatísticas monetárias do BdP mostram que esse diferencial baixou 0,94 pontos percentuais, passando de 1,99 pontos percentuais em Janeiro de 2003 para 1,05 pontos percentuais em Agosto de 2007.
Os dados analisados comparam as taxas de juro dos empréstimos à habitação dos particulares (com prazo de fixação inicial de taxa até 1 ano) com as taxas de juro dos depósitos a particulares com prazo acordado até 1 ano.
Esse foi um período de subida das taxas de juro, mas os números mostram que a concorrência no crédito à habitação e a vontade de atrair fundos e novos clientes, com o lançamento de campanhas de depósitos que pagavam mais do que o próprio mercado por um período curto de tempo, reduziram a margem financeira dos bancos que operam em Portugal.
Muitos bancos anunciaram produtos de créditos à habitação com spread zero ou próximo disso e publicitaram taxas promocionais nos depósitos a prazo para ganharem novos clientes.
Os últimos dados disponíveis (até Agosto de 2007) ainda não mostram bem como é que a turbulência nos mercados financeiros associada ao crédito de alto risco nos EUA (subprime) afectou essa margem dos bancos.
Essa agitação culminou no início de Agosto e nesse mês foi já possível de detectar uma subida da margem financeira, com as taxas dos empréstimos a aumentarem mais do que as dos depósitos.
Julho foi o mês em que esse diferencial foi mais baixo, limitando-se a 0,99 pontos percentuais.
No entanto, um mês é ainda um período curto para aferir o impacto da crise do sub prime, pelo que é desejável esperar por dados mais recentes para melhor compreender o efeito do aumento da percepção do risco e das dificuldades que alguns bancos enfrentaram em termos de liquidez.
(Fonte: Diário Digital / Lusa) 12.11.2007
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Descida de Outubro não significa que subidas acabaram
Juros das casas caem pela primeira vez em dois anos
As taxas de juros utilizadas para o cálculo do crédito à habitação caíram em Outubro, facto que acontece pela primeira vez em cerca de dois anos.
O valor médio das taxas Euribor no mês que ontem terminou situou-se nos 4,6%, quando no final de Setembro tinham «fechado» nos 4,7%, em todos os prazos utilizados para o cálculo dos empréstimos (três, seis e 12 meses), notícia o «Diário de Notícias».
No entanto, esta boa notícia para quem tem um crédito à habitação, não pode ser interpretada como uma inversão do ciclo, ou seja, não significa que as taxas de juro vão começar a descer. A redução agora registada, de 0,1 pontos percentuais, corresponde a uma correcção efectuada pelo mercado interbancário, depois da crise no mercado do crédito vivida este Verão, que resultou numa subida mais acentuada da Euribor. Agora, quando já se conhecem quase todos os efeitos da crise nas contas dos bancos, os juros aliviaram ligeiramente.
Assim, quem for contrair um crédito à habitação hoje, vai negociar o seu empréstimo com uma taxa a partir dos 4,663%, se o indexante escolhido for a Euribor a 6 meses, ou a partir dos 4,687%, caso a escolha recaia sobre a Euribor a 3 meses, sendo estes os dois indexantes mais usados no crédito à habitação.
Para os consumidores que já possuem um crédito à habitação, esta descida não é suficiente para inverter as subidas, registadas há quase dois anos.
As revisões de taxas dos créditos em vigor são normalmente feitas trimestral ou semestralmente, atendendo à média do indexante durante aquele período. Será necessário que o valor médio da Euribor desça mais um ou dois meses para que tenha reflexos na prestação.
(Fonte: Agencia Financeira) 01.11.2007
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Mercado de habitação está parado
O mercado imobiliário português está parado. Há casas novas que demoram mais de um ano a vender e casas usadas mais caras do que a média das casas novas.
Já os preços mantêm-se estáveis há cerca de quatro anos. Tal como, aliás, o número de imóveis vendidos anualmente, inalterado desde 2001. Quanto ao investimento na construção de apartamentos, representa actualmente 44% do sector da construção, quando, em 2001, representava 52%, mas ainda assim há casas a mais para a procura, avança o «Diário Económico».
A disfunção do mercado imobiliário é evidente. Como acontece em alturas de crise, as casas de luxo, dirigidas a uma classe média-alta, são as que se vendem mais depressa (apesar dos preços), enquanto os apartamentos que têm por alvo a classe média, que representa a maioria da população portuguesa, permancem sem comprador. «Há casas novas, em Massamá, mais baratas que casas usadas e que mesmo assim não se vendem», comenta Nuno Seabra, administrador da portuguesa Square Imobiliária. Uma situação que é também válida para zonas como o Cacém, Seixal, Laranjeiro, Queluz ou Amadora.
Crédito mais apertado
E porquê? «Porque os bancos têm regras de crédito cada vez mais apertadas e apenas emprestam dinheiro a quem tem melhores rendimentos, para quem comprar casa nunca vai ser um problema», repara o mesmo responsável. Segundo Nuno Seabra este é um dos maiores impedimentos actuais à compra de casa, apesar de o crédito mal parado em Portugal ser inferior a 1%.
Ainda assim, de acordo com Manuel Alvarez, presidente executivo da Remax Portugal, há zonas onde os preços baixaram «ligeiramente», quando comparados com 2006. «Um T1 na linha de Cascais custava, em Janeiro de 2006, 2.100 euros por metro quadrado e em Janeiro de 2007 o preço tinha baixado para os 2.038 euros por metro quadrado», repara o responsável da Remax, mediadora americana e uma das maiores a actuar em Portugal. «Os imóveis em segunda mão é que são uma oportunidade», repara, acrescentando que há casas usadas praticamente novas à venda: verdadeiras oportunidades de negócio.
Preços em Lisboa e Algarve continuam a subir
Apenas Lisboa e o Algarve fogem a estas tendências, com os preços a subir continuamente. Um T1 de 65 metros quadrados em Lisboa custava, no arranque de 2006, 2.300 euros o metro quadrado, e no início de 2007 tinha subido para 2.520 euros. Existem mesmo casas, no centro de Lisboa, por 7.000 euros o metro quadrado.
No Algarve, os preços vão continuar inflaccionados porque o principal mercado é a segunda habitação, direccionada para estrangeiros com maior poder de compra.
Perante estes dados, a possibilidade de existir uma bolha imobiliária em Portugal é escassa. Aliás, alguns agentes do sector acreditam que Portugal já teve uma bolha imobiliária, entre 1980 e 1990 e que esta rebentou no início na década corrente, quando as taxas de juro começaram a subir e a construção nova começou a exceder a procura, conclui o jornal.
(Fonte: Agencia Financeira) 02.10.2007
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Revela Índice Confidencial Imobiliário
Casas já não estão a valorizar como dantes
As casas não estão a valorizar com o passar do tempo, ao contrário do que costumava acontecer.
De acordo com o Índice Confidencial Imobiliário relativo a Agosto, a valorização do mercado habitacional em Portugal Continental tem dado sinais de alguma estabilidade nos últimos cinco meses, registando taxas de variação mensais inferiores a 0,3 por cento.
Esta estabilidade «deverá ter um impacto futuro na taxa de variação média anual (que compara o valor médio do Índice nos últimos 12 meses com os 12 meses imediatamente anteriores), a menos que ocorra um período de maior dinâmica, semelhante ao verificado no primeiro trimestre do ano».
No momento, contudo, a taxa de variação média anual continua a ser positivamente influenciada pela boa performance do Índice entre Setembro de 2006 e Março de 2007, tendo mesmo invertido a tendência de desaceleração anterior e crescendo pelo segundo mês consecutivo. A taxa de variação média anual do ICI foi, em Agosto, de 1,1%, revela.
Casas novas mais valiosas
O mercado de alojamentos novos registou um comportamento diferente, «bastante positivo», com o índice a registar uma taxa de variação mensal de 0,7%, depois de dois meses de correcção em baixa.
Também em termos homólogos (face a Agosto de 2006), o Índice apresentou uma valorização de 1,2% no segmento dos novos. Contudo, esta boa performance não foi ainda suficiente para inverter a tendência de desaceleração da taxa de variação média anual, que abrandou 0,1 pontos percentuais para os 1,7%.
No segmento dos usados, o mês de Agosto resultou numa correcção das sucessivas valorizações registadas nos seis meses anteriores. Desta forma, a taxa de variação homóloga em Agosto ascendeu a 0,9%, bastante abaixo dos 1,7% obtidos no mês anterior. Ainda assim, a taxa de variação média anual continuou o seu percurso ascendente, subindo para os 0,8%, mais 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior.
40% das casas à venda na Área Metropolitana de Lisboa são novas
Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), a principal nota de destaque vai para o mercado de habitação nova que, em Agosto, apresentou uma valorização mensal de 1% e uma variação homóloga de 1,3%, depois de ter registado uma quebra no mês anterior.
No que diz respeito ao mercado de alojamentos usados, continuou a valorizar, embora a um ritmo mais lento do que o registado nos novos. Em Agosto, a taxa de variação média anual foi de 0,8%, apenas meio ponto percentual abaixo das casas novas. Em termos homólogos o mercado tem uma evolução ainda menos vincada, com uma taxa de variação de apenas 0,2%.
O global do mercado habitacional na AML reflectiu o peso dos alojamentos usados na oferta disponível nesta zona (mais de 60%, sendo que os restantes menos de 40% são novos), tendo sido influenciado pela performance deste último segmento, resultando numa taxa de variação média anual de 1%, que se manteve inalterada pelo terceiro mês consecutivo.
(Fonte: Agencia Financeira) 17.10.2007
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Crise no imobiliário agrava-se em Portugal
As casas demoram cada vez mais a vender e a preços cada vez mais baixos. Para quem compra, os ‘spreads’ estão a ser ajustados em alta pelos bancos.
Margarida Peixoto com Patrícia Henriques
Em Julho do ano passado Jorge Venes, engenheiro electrotécnico da TMN, colocou uma placa a dizer “Vende-se” no seu T3, em Palmela. Só dez meses depois conseguiu retirar o anúncio e ainda levou mais três meses a formalizar o negócio. Mas apesar da longa espera, viu-se obrigado a perder dinheiro na operação. “Demorei a vender porque havia muita oferta na zona – tanto de casas novas como de usadas”, explica o engenheiro. E o excesso de oferta reflectiu-se no preço: “Tive de vender pelo mesmo valor que tinha comprado há três anos, o que significa que acabei por pagar a comissão da imobiliária do meu bolso”, adianta.
O caso de Jorge Venes está longe de ser único. “Existe o mito de que o investimento imobiliário é sempre valorizador. Mas se tiver uma casa igual às outras, não é verdade”, alerta José Almeida, director-geral da imobiliária Lammi. “Esta situação é agravada quando as avaliações das casas foram generosas e o banco emprestou acima do seu valor de mercado. As pessoas ficam presas à hipoteca inicial e não conseguem vender”, defende o responsável.
O mercado de residências em Portugal tem sentido alguns efeitos da crise do ‘subprime’, à semelhança do que se tem verificado em alguns países europeus – com especial destaque para Espanha e Irlanda. O tempo de absorção da oferta de casas pelo mercado tem vindo a aumentar, sobretudo para os apartamentos de gama média, onde a oferta é muito superior à procura. José Almeida garante que “é normal esperar entre oito e 12 meses” para vender uma casa de categoria média. “Há muito produto deste segmento porque se construiu em excesso. Isso torna a venda mais difícil”, explica Manuel Alvarez. O presidente da Remax Portugal não sente que a procura tenha sofrido grandes alterações, mas nota que “os bancos estão a demorar mais tempo na concessão dos créditos”. A quebra de liquidez no mercado, provocada pelo rebentar da crise do crédito hipotecário de alto risco nos Estados Unidos, dificulta o financiamento dos bancos, o que se reflecte na concessão de empréstimos.
De acordo com um inquérito do Banco de Portugal realizado em Outubro, algumas instituições portuguesas “tornaram ligeiramente mais restritivos os critérios de aprovação de empréstimos a particulares”. E João Manso, engenheiro de desenvolvimento da Biosurfit (um empresa de biotecnologia), notou a diferença. Se, no início de Setembro, conseguir um ‘spread’ de 0,25 pontos foi simples, na semana passada, quando voltou ao banco para confirmar as condições, foi avisado de que “seria muito complicado, ou mesmo impossível, mantê-las”. Também Raquel Pereira, foi alertada para a mesma possibilidade. “Fizeram-me a simulação com um ‘spread’ de 0,3 pontos, mas a minha gestora avisou-me de que todas as propostas com este ‘spread’ foram corrigidas para os 0,4 pontos”, conta a administrativa da GroupVision.
Mesmo assim, Portugal ainda não é dos países mais afectados na Europa pela crise financeira. Espanha, Irlanda, França e Reino Unido são os mercados mais sacrificados, já que segundo um relatório da Standard & Poor’s, o seu mercado residencial estava sobreavaliado em cerca de 30%. Agora, com a concessão de crédito dificultada, espera-se um forte impacto negativo nestas economias. O efeito psicológico da desvalorização dos activos das famílias repercute-se na diminuição do consumo, transformando uma crise financeira numa crise económica.
Malparado no valor mais alto de sempre O crédito malparado - que os bancos ainda não conseguiram recuperar - atingiu o valor mais alto de sempre no final de Agosto. Pelos dados do Banco de Portugal, de um total de 97,9 mil milhões de euros de financiamento concedido pelos bancos aos particulares para compra de casa, mais de 1,2 mil milhões de euros ficaram por pagar. O que traduz um aumento de 5%, quando comparado com os primeiros oito meses de 2006, revela o Boletim Estatístico de Outubro. Mas o montante relativo a cobrança duvidosa representa apenas 0,012% do total do financiamento imobiliário. Face ao mês anterior, o volume de crédito de cobrança duvidosa não sofreu mais do que um ligeiro aumento de 0,4%, enquanto o valor do crédito a particulares para compra de casa aumentou 1,1%, entre Julho e Agosto. Em sentido contrário, o malparado no segmento do crédito ao consumo registou uma queda de 4,2% nos primeiros oito meses de 2007, atingindo 407 milhões de euros e representando 0,03% do valor global.
(Fonte: Diário Económico) 23.10.2007
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BCE deixa taxa de juros nos 4%
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a taxa de juro de referência da zona euro nos 4%, segundo anúncio no final da reunião realizada esta quinta-feira em Viena de Áustria.
A decisão, que já era esperada, mostra que nesta altura a autoridade monetária presidida por Jean-Claude Trichet colocou as preocupações de carácter financeiro adiante dos objectivos da inflação, cuja estabilidade é a principal competência do BCE. Desde a emergência da turbulência nos mercados financeiros, gerados pelo segmento de crédito hipotecário de alto risco nos Estados Unidos, o BCE já frustrou as expectativas de uma subida em 0,25 pontos percentuais (p.p.), em Setembro, mas as perspectivas de novas subidas mantêm-se, segundo analistas.
À luz da decisão adoptada esta quinta-feira, a qual mantém o preço do dinheiro inalterado desde meados de Junho, a autoridade monetária refere que «a taxa mínima de proposta aplicável às operações principais de refinanciamento e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito permanecerão sem alterações em 4,00%, 5,00% e 3.00%, respectivamente».
(Fonte: Jornal de Negocios) 09.10.2007
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Crise no imobiliário vai "bater no fundo" em 2010
A crise que já há cinco anos afecta o sector imobiliário em Portugal vai agravar-se nos próximos anos, devido ao aumento das taxas de juros, e deverá « bater no fundo » em 2010, prevê o director da Escola Superior de Actividades Imobiliárias (ESAI), Manuel Ferreira dos Anjos.
O Banco Central Europeu (BCE) tem vindo a endurecer a sua política monetária desde Dezembro de 2005, com as taxas de juro de referência a duplicarem num espaço de tempo inferior a dois anos. Actualmente, a taxa de juro está nos 4%, quando no final de 2005 se situava nos 2%. “Enquanto as taxas de juro se mantinham baixas, ainda era possível aguentar o sector, mas com este aumento estapafúrdio das taxas, o sector está morto e vai bater no fundo em 2010”, afirmou Manuel Ferreira Anjos, numa entrevista à agência Lusa. Aquele especialista prevê que em 2010 serão construídos em Portugal apenas 22 mil habitações novas, contra os 122 mil fogos que eram construídos em 2001 ou os 36 mil em 2006. Mesmo assim, para conseguirem ser vendidas, aquelas habitações terão que ser de qualidade superior e direccionadas para a classe média/alta e para proprietários de meia idade, com maior poder aquisitivo, considera. Para Manuel Ferreira dos Anjos, uma situação limite do aumento das taxas de juro poderia levar à falência da banca, “já que 73% dos créditos estão directa ou indirectamente ligados à construção”, mas afasta para já esse cenário. Manuel Ferreira dos Anjos atribui aos impostos a principal causa da crise do sector imobiliário, afirmando que mais de 50 por cento do custo total da habitação são impostos “imorais, injustos e um disparate completo”. “O Estado está a taxar os proprietários de uma forma escandalosamente elevada e o que está a acontecer é a queda livre do sector a que se tem assistido nos últimos cinco anos. Mas o lucro paga zero”, criticou. Além disso, aponta o dedo ao novo regime e arrendamento urbano, ao código dos contratos públicos e ao novo regime que considera “um desastre”. “Por exemplo, o código dos contratos públicos está redigido exactamente ao contrário do que é normal e saudável no mercado que é a concorrência”. De acordo com dados da União Europeia, entre 2001 e 2006, o investimento em Portugal registou uma queda de 13,9 por cento correspondente a uma taxa média anual de—1,6 por cento, enquanto a evolução no volume de investimento na construção, foi ainda mais dramática: registou no mesmo período de tempo uma redução total de 25,2 por cento equivalente a uma taxa média anual de -5,04 por cento.
(Fonte: Diário Digital / Lusa) 28.08.2007
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