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03/12/2008 18:57
Prestação da casa vai ficar 80 euros mais barata  0 commentaire

Média da taxa caiu em Novembro quase 1%

Prestação da casa vai ficar 80 euros mais barata

Contratos à habitação revistos em Dezembro sentem a primeira descida significativa de custo

As taxas Euribor estão em queda há 36 sessões consecutivas, mas o impacto nos empréstimos à habitação só agora começa a ser sentido pelas famílias.

Um empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, contratado com a média de Outubro da Euribor a seis meses (5,178 por cento), acrescido de um spread (margem do banco) de 0,7 por cento, correspondia a uma prestação mensal de 887,59 euros, diz o jornal «Público».

Já o mesmo empréstimo, mas já com a média de Novembro (4,295 por cento), implica uma mensalidade de 804,77 euros, ou seja, menos 82,82 euros que no mês anterior.

Apesar das quedas diárias acentuadas desde 10 de Outubro, que já colocaram todos os prazos abaixo dos quatro por cento, a maioria das famílias só sentirá a redução da prestação nos próximos meses, à medida que vão ocorrendo as revisões de contratos.

Quem tiver revisão do contrato a ocorrer em Dezembro, vai receber a primeira boa notícia dos últimos três anos: a prestação da casa vai descer um pouco.

Fonte: Agência Financeira  200.11.29  12:12


27/11/2008 11:43
Tudo o que muda no mercado de arrendamento em Janeiro  0 commentaire

Várias alterações no início de 2009

Tudo o que muda no mercado de arrendamento em Janeiro

O Governo vai lançar a bolsa de arrendamento.
.
Senhorios vão ter novo seguroOs portugueses que queiram arrendar casa terão, a partir do primeiro trimestre do próximo ano, mais um instrumento à sua disposição. O Governo está a preparar o lançamento da bolsa de arrendamento, que vai centralizar as casas disponíveis no mercado para arrendamento, mas de forma faseada, segundo disse o secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, ao «Diário Económico».

A bolsa de arrendamento, numa primeira fase, deverá concentrar as casas disponíveis para arrendamento do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Segurança Social e das Câmara Municipal de Lisboa. A ideia é ter o fundo de arrendamento imobiliário (FIIAH), previsto no Orçamento do Estado para o próximo ano, e a bolsa de arrendamento a funcionar ao mesmo tempo.

A notícia é vista com bons olhos tanto por inquilinos como pelos senhorios.

Senhorios podem vir a ter seguro de arrendamento

Além disso, o Governo está a estudar a criação de um seguro para os proprietários que queiram arrendar o seu imóvel e decidam colocá-lo na bolsa de arrendamento. A medida tem como objectivo incentivar os proprietários e dar-lhes mais segurança na hora de decidirem arrendar.

Fonte: Agência Financeira  2008.11.24  08:41


19/11/2008 19:05
Trichet fala em corte de juros  0 commentaire
Fala em corte de juros
Trichet acredita que esta é a pior crise financeira desde a Segunda Guerra Mundial
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que estamos a viver a prior crise financeira desde a Segunda Guerra Mundial uma vez que esta está a “atingir o coração” das finanças dos países desenvolvidos.

“Eu vi muitas crises difíceis. É a primeira vez que o coração das finanças dos países industrializados está em jogo, em muita turbulência e num episódio muito difícil”, referiu Trichet numa entrevista à Sky News, acrescentando que esta situação “é nova e é a primeira desde a Segunda Guerra Mundial.”

Quando questionado sobre o cenário económico fora da Zona Euro, o presidente da autoridade monetária referiu que “todos juntos temos um sistema global que tem muitos defeitos.”

Neste sentido defende que a actual crise pode ser resolvida através da cooperação global uma vez que “apenas com esforços conjuntos das autoridades” é possível solucionar os problemas que estamos a viver.

Na semana passada foi conhecido que a economia da Zona Euro entrou em recessão, pela primeira vez desde a criação da moeda única em 1999.

No entanto, o euro está a aguentar-se melhor que a libra, que já perdeu 15% contra a divisa única nos últimos seis meses, o que levou a que se voltasse a falar na hipótese do Reino Unido entrar para a Zona Euro.

Quando questionado sobre o assunto, Trichet afirmou que “é um assunto para os britânicos, mas o Reino Unido será bem vindo a qualquer momento.”

Trichet volta a falar em corte de juros

Já hoje foi avançado que o responsável da autoridade monetária referiu que os membros do banco central voltarão a cortar a taxa de juro de referência caso seja necessário.

“Nós temos de ser totalmente pragmáticos e ficar junto aos factos” afirmou Trichet quando questionado pelos jornalistas, depois de ter discursado da casa de Chatham em Londres, segundo a Bloomberg.

“Nós dissemos na última conferência de imprensa que não estava excluído continuar a baixar a taxa de juro”, acrescentou o responsável da autoridade monetária da Zona Euro.


Fonte: Jornal de Negócios  2008.11.19  11:15

19/11/2008 18:55
Euribor a 6 meses no valor mais baixo desde 11 de Maio de 2007  0 commentaire

A recuar pela 29ª sessão consecutiva

Euribor a 6 meses no valor mais baixo desde 11 de Maio de 2007

As taxas Euribor voltaram hoje a cair pela 29ª sessão consecutiva. O indexante a seis meses está agora nos 4,17%, a menos de um ponto percentual da principal taxa de juro do Banco Central Europeu (BCE), que está nos 3,25%.
A Euribor a seis meses, que serve de referência para a grande maioria dos créditos à habitação em Portugal, recuou 0,044 pontos percentuais, para os 4,17%, o valor mais baixo desde 11 de Maio de 2007, e a Euribor a três meses recuou 0,033 pontos percentuais, para os 4,12%, o mínimo desde 30 de Maio do ano passado. Por sua vez, a Euribor a 12 meses, recuou 0,052 pontos percentuais, para os 4,219%, o mínimo desde 6 de Abril de 2007.

Os bancos da zona euro continuam assim a reduzir os preços dos empréstimos interbancários, a reflectir o aliviar das condições dos mercados de crédito, depois dos esforços do BCE e dos governos.

A autoridade monetária da zona euro cortou os juros por duas vezes, em menos de um mês, dos 4,25% para os actuais 3,25%, e na sua última reunião deixou em aberto a hipótese de novas descidas.

Prazos........Hoje.........Terça-feira
3 meses......4,120.........4,153
6 meses..... 4,170.........4,214
1 ano.......... 4,219.........4,271

(valores expressos em percentagem)

Fonte: Diario Económico  2008.11.19  10:37


10/11/2008 18:20
Euribor protagoniza mais uma descida  0 commentaire
Nos diferentes prazos

Euribor protagoniza mais uma descida

Prazo a seis meses nos 4,475%

É mais uma sessão de queda para as taxas Euribor. Esta segunda-feira, o principal indexante do crédito à habitação em Portugal (taxa a seis meses), já está nos 4,475 por cento, tendo baixado 0,069 pontos percentuais.

No prazo a três meses, a Euribor está ao nível mais baixo desde Março nos 4,406%, menos 0,068 pontos percentuais (p.p.).

A taxa a 12 meses situa-se agora nos 4,532%, com uma descida de 0,064 p.p..

Este é assim um novo alívio sobretudo para as famílias que têm créditos à habitação. No entanto, as Euribor ainda estão longe das taxas de juro da Zona Euro que se situam nos 3,25%.

Fonte: Agência Financeira  2008.11.10  12:20


29/10/2008 19:42
Taxas de juros vão continuar a descer  0 commentaire

Taxas de juros vão continuar a descer


A Caixa Geral de Depósitos prevê que as taxas de juro de mercado, as Euribor, continuem a descer, disse o director de Financiamento Imobiliário da instituição pública, aliviando os custos do crédito.
"Mantemos a expectativa de que [a Euribor] continuará a descer a prazo", afirmou Paulo Sousa, da CGD, na conferência de imprensa em que o banco admitiu que irá entrar no mercado dos novos fundos de investimento imobiliário para o arrendamento habitacional (FIIAH).
(...)  Paulo Sousa referiu que a CGD vai lançar este produto, depois de ele estar regulamentado na íntegra e aprovado legalmente, num contexto em que as famílias têm visto as suas prestações de crédito subirem.
O agravamento da crise financeira tem pressionado o preço do dinheiro em alta, encarecendo sobretudo os créditos a taxas variáveis, mas na última semana já houve uma correcção das Euribor.
"É do nosso entendimento que este fenómeno de subida das taxas de juro é um fenómeno conjuntural e que a prazo será ultrapassado", acrescentou Paulo Sousa.
Segundo o mesmo director, em Portugal a taxa de imóvel detido pelos ocupantes é de 75 por cento, um dos valores mais altos da Europa, pelo que a subida das Euribor agrava substancialmente o custo do crédito das famílias portuguesas e torna mais necessário a existência de instrumentos alternativos que dinamizem o mercado de arrendamento.
Questionado sobre o perfil de proprietário de imóveis a quem se destinam estes fundos de investimento, Paulo Sousa disse que será um leque "variado" de pessoas.
"Os clientes têm sentido dificuldades devido à subida da prestação", pelo que este produto "é transversal aos perfis da sociedade portuguesa", notou.
No entanto, o responsável da CGD referiu que este novo instrumento é também dirigido a quem quer entrar no mercado habitacional pela primeira vez, em que antes só tinha o financiamento bancário e agora passa a ter a opção de compra.
O orçamento do Estado para 2009, depois de aprovado na Assembleia da República, só entra em vigor a 1 de Janeiro do próximo ano, pelo que antes disso estes fundos não podem ser constituídos

Fonte: Jornal de Negócios  2008.10.21


20/10/2008 20:33
Mais uma queda na Euribor para mínimos de 4 meses  0 commentaire

Descidas em todas as maturidades

Euribor: mais uma queda para mínimo de 4 meses e meio

Taxa a seis meses, a mais usada no crédito à habitação em Portugal, está nos 5,036%

As taxas Euribor registaram nova queda nesta segunda-feira. A taxa a seis meses, a mais usada em Portugal como indexante dos contratos de crédito à habitação, apresentou a sétima queda consecutiva e está agora no valor mais baixo dos últimos quatro meses e meio.

A Euribor a seis meses está nos 5,063%, o mínimo desde o início de Junho.

Também a taxa a três meses registou uma nova descida, para 5%, um valor que já não era visto desde meados de Setembro.

Nos prazos mais longos, a descida também se repetiu: a taxa a um ano caiu para 5,146%.

As taxas comerciais e interbancárias estão finalmente a reagir às medidas concertadas anunciadas pelos bancos centrais e pelos Governos. Depois de vários bancos centrais (incluindo o Banco Central Europeu, Reserva Federal e Banco de Inglaterra) terem decidido anunciar um corte concertado de 50 pontos base nas taxas de referência, os vários Governos da Zona Euro anunciaram também medidas concertadas para travar os efeitos da crise, como planos de resgate da banca, que incluem injecções de capital e garantias para os créditos interbancários.

O BCE anunciou também crédito ilimitado aos bancos a uma taxa fixa de 3,75%.

Mesmo assim, e apesar de se notar um aliviar das tensões no mercado de crédito, que esteve asfixiado durante semanas, as taxas comerciais continuam a negociar com um grande diferencial face à taxa de referência do BCE, que é agora de 3,75%.

Fonte: Agência Financeira  2008.10.20  10:56


08/10/2008 14:25
Há 70 mil casas em excesso no mercado  0 commentaire

Há 70 mil casas em excesso no mercado

ALEXANDRA MARQUES

Em Portugal, foram construídas e postas à venda mais 70 mil casas do que o bom senso aconselhava e como a Banca foi mãos largas na concessão de crédito, o efeito é o que sabe, refere o presidente do Instituto do sector, Ponce de Leão.

Os factores determinantes para a actual situação do sector imobiliário prendem-se com o excesso de construção e a facilidade na concessão de crédito para compra e construção de habitação por parte da Banca nos últimos anos. A explicação foi dada ontem pelo presidente do InCI, I.P - Instituto da Construção e do Imobiliário, Hipólito Ponce de Leão.

"Em Portugal, atingimos números impensáveis: 120 mil habitações por ano, quando deveríamos estar nas 50 mil", afirmou aquele responsável, na conferência Vida Viva 2008, que decorreu ontem, no auditório da sede do Instituto Português da Juventude (IPJ), em Lisboa.

Para o ex-presidente do Instituto Nacional da Habitação, nesta última década a Banca financiou inúmeros projectos de construção de condomínios nem sempre de alta qualidade, "e agora estamos a colocar trancas à porta".

Para Ponce de Leão, "a Banca e as seguradoras (que também têm financiamentos) têm uma responsabilidade efectiva na situação e os governos também".

Por um lado, sustenta, por não terem definido critérios de exigência em relação à qualidade dos empreendimentos e por não terem apostado mais no mercado do arrendamento, sobretudo para os jovens. "A recente lei do arrendamento foi uma aproximação ao que é necessário, mas ainda há muito a fazer para atingir a velocidade-cruzeiro", rematou.

Por seu turno, a directora da ADENE (Agência para a Energia), Ana Margarida Pinto, relembrou à plateia que, a partir de Janeiro próximo, todas as casas deverão ter um certificado de desempenho energético sempre que forem alvo de transacção comercial: venda ou arrendamento.

O certificado atribui um nível de eficiência à casa, de acordo com a tabela que também se aplica aos electrodomésticos e é passado por peritos credenciados, mas o custo da peritagem não está definido. A responsável estatal admitiu que são os técnicos que fixam os valores a cobrar. Até agora são apenas 350, estando 400 a concluir a sua formação.

Fonte: Jornal de Notícias  2008.10.07


06/10/2008 13:09
Deco alerta sobre comissões de emissores de cartões   0 commentaire

Protestos começam a circular na Internet

Deco alerta sobre comissões de emissores de cartões

Associação reconhece que não são ilegais mas defende maior informação

A associação de defesa do consumidor (DECO) defendeu este sábado que a Netpay, rede de caixas automáticas concorrente da rede Multibanco, deve informar os consumidores das comissões que os emissores de cartões cobram sobre levantamentos feitos nesta rede, refere o «Correio da Manhã».

A associação «desaconselha os consumidores a utilizar a rede de caixas automáticas Netpay, enquanto a informação não for prévia e clara», de acordo com o seu secretário-geral, Jorge Morgado.

O alerta surge depois de protestos que circularam na Internet sobre taxas cobradas na rede Netpay que, na realidade, não são cobradas pela rede mas sim pelas entidades emissoras dos cartões VISA e Mastercard.

«Existem, de facto, emissores de cartões que, em determinadas circunstâncias, aplicam taxas sobre esses levantamentos», esclareceu o Banco Português de Negócios (BPN), proprietário da Netpay, nomeadamente a um cliente que utilize esses cartões para efectuar um levantamento fora da rede Multibanco, no estrangeiro ou nas ATM Netpay.

A cobrança dessas taxas não é ilegal, como reconhece o secretário-geral da Deco que sublinha que, embora não seja a rede Netpay a cobrá-las, deve ser ela, enquanto proprietária da rede, a informar os utilizadores.

Fonte: Agência Financeira  2008.10.05  15:01


03/10/2008 16:10
Preço das casas cai na UE  0 commentaire

Preço das casas cai na UE


Portugal. No segundo trimestre deste ano, o valor médio das avaliações de casas pelos bancos caiu 4,6%

A origem da presente crise financeira mundial assenta no mercado imobiliário e no pressuposto irrealista de que os preços das casas continuariam sempre a subir. As estatísticas oficiais de vários países europeus estão aí para demonstrar que a subida não era eterna e, pelo contrário, os preços estão mesmo a cair, e em alguns casos de forma acentuada.

Em Portugal, há pouca informação sobre este mercado. Segundo o relatório da Cushman & Wakefield sobre o mercado imobiliário relativo a Outono de 2008, o preço das casas em Portugal ainda não está a retrair-se, muito devido à resistência dos vendedores em verem o seu património dilapidado. O mesmo não acontece no segmento de escritórios, onde já é possível constatar uma quebra de 5%.

Porém, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao valor médio da avaliação bancária de apartamentos e moradias (para efeitos de crédito), no segundo trimestre registou-se uma quebra homóloga de 4,6%. É seguramente a descida mais acentuada desde, pelo menos, 2001.
Nos outros países, a crise no sector imobiliário é evidente. Dados divulgados ontem pelo jornal The Guardian revelam que os preços da habitação estão a cair há 11 meses consecutivos, situando-se, em Setembro, 12,4% abaixo do valor registado no mesmo mês do ano anterior.

Nos Estados Unidos, o preço das casas tem vindo a cair desde o início de 2007. Segundo a agência Bloomberg, o índice S&P/Case-Shiller, que agrupa 20 importantes cidades norte-americanas, caiu 16,3% em Julho, em termos homólogos, e 0,9% face ao mês anterior.

Na vizinha Espanha, o jornal Cinco Dias revelava há uma semana que o volume de casas vendidas até Julho sofreu uma quebra de 27,3% face ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: Diário de Notícias  2008.10.03 


30/09/2008 19:04
Comprar, partilhar e baixar os custos  0 commentaire

Comprar, partilhar e baixar os custos

Por razões económicas e de comodidade, cada vez mais estudantes preferem partilhar apartamentos em vez de alugar um quarto. Porém, as rendas altas e a falta de oferta estão a fazer com que muitos optem por comprar em vez de arrendar.

O mercado do alojamento estudantil está em mutação. Se há não muitos anos o aluguer de quartos era a primeira escolha de quem vinha de fora para estudar, hoje são os apartamentos que têm mais saída. E há uma tendência crescente para comprar as habitações em vez de as arrendar.

"O aluguer de quartos ainda existe, pelo menos, durante uns meses até os estudantes encontrarem casa ou apartamento, que é a opção mais procurada", afirma o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, José Eduardo Macedo. Porém, encontrar o apartamento ideal não é tarefa fácil porque "nos locais próximos das universidades há muito poucos apartamentos disponíveis e os bons são arrendados ciclicamente."

Como a oferta não é muita e as rendas são elevadas, "muitos estão a optar por comprar em vez de alugar", diz José Eduardo Macedo. Isto porque, para além do preço da renda e da prestação ser quase o mesmo, a compra tem mais vantagens. "Pode alugar-se quartos a colegas, o que facilita o pagamento da prestação e, no final do curso, pode vir a fazer algum lucro com a venda do imóvel". A compra também é a opção preferida quando existem expectativas de o estudante iniciar a sua vida profissional na cidade onde tirou o curso.

O presidente da Federação Académica do Porto (FAP), Ivo Santos, confirma que "há mais estudantes a querer comprar apartamentos, mas a grande maioria ainda opta por alugar um e depois partilhá-lo com alguns colegas". A partilha permite poupar muito dinheiro ao fim do mês porque não é só a renda que se divide. Também as despesas com a luz, gás, água, televisão, Internet e mesmo a alimentação podem ser divididas e, logo, diminuídas. Ivo Santos refere, ainda, que "partilhar a habitação com outros estudantes também tem a vantagem de os colegas de casa terem aproximadamente a mesma idade, os mesmo horários e o mesmo ritmo de vida, sendo muito mais fácil viver debaixo do mesmo tecto".

Com um universo de quase 50 mil estudantes universitários no Porto, o presidente da FAP estima que cerca de 40% deles seja de fora da região. Por isso, no início de cada ano, o site da FAP relacionado com o alojamento académico tem milhares de visitas. "É uma plataforma que consegue agregar muitos pedidos de oferta e de procura". De acordo com Ivo Santos, os locais mais desejados são junto aos pólos universitários da Asprela e do Campo Alegre ou perto da Linha Amarela do Metro, estando os estudantes dispostos a gastar, em média, entre 250 a 350 euros mensais.

Fonte: Jornal de Notícias  2008.09.30


17/09/2008 12:13
Instabilidade dos mercados dita nova subida da Euribor  0 commentaire
Máximos de 2000
Instabilidade nos mercados dita nova subida da Euribor
As taxas Euribor, indexantes utilizados nos contratos de crédito à habitação, voltaram a subir, na sessão de hoje, para novos máximos de 2000. A valorização destas taxas interbancárias é um reflexo da forte instabilidade que se verifica nos mercados de crédito da Europa.

O indexante a seis meses, o mais utilizado pelas famílias portuguesas nos empréstimos para a compra de habitação própria, avançou para um novo máximo de quase oito anos, ao fixar-se nos 5,202%. A Euribor com a maturidade a três meses também voltou a subir, mas mantém-se abaixo dos 5%, nos 4,973%.

Mesmo a taxa a doze meses reagiu em alta às tensões a que se assistem nos mercados de crédito. A Euribor ganhou 2,3 pontos base para 5,363%, um dia depois de um novo episódio de crise em Wall Street, com a possível falência da AIG, a maior companhia de seguros dos EUA.

A AIG acabou por ser salva pela Reserva Federal dos EUA, conseguindo um destino bem diferente do do Lehman Brothers. Aquele que era o quarto maior banco de investimento dos EUA colapsou no início da semana, agitando o sector financeiro mundial e aumentando o risco associado a operações de crédito.

Fonte: Jornal de Negócios  2008.09.17

10/09/2008 19:33
"Spread" para crédito a estudante vai variar consoante o sucesso  0 commentaire

Pretende abranger mais alunos

Crédito a estudantes: «spread» vai variar consoante sucesso

Montante de crédito varia entre mil e 5 mil euros
Os empréstimos a estudantes universitários foram esta quarta-feira reforçado com a adesão do Grupo Crédito Agrícola que passam a ser disponibilizados já a partir do ano lectivo que está a arrancar.

Recorde-se que, estes empréstimos são disponibilizados aos alunos a custo reduzido, sem fiador e têm como objectivo custear a formação.

«Este sistema lançado pelo Governo no final de 2007 abrangia mais de 3.100 estudantes no final de Julho. Pretende-se agora duplicar o número de alunos abrangidos por estes empréstimos durante o próximo ano lectivo», revela o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago.

O «spread» máximo a aplicar é de 1%, no entanto, poderá ser reduzido se o aluno tiver um maior aproveitamento escolar. Já o prazo de reembolso é de 6 a 10 anos, após a conclusão do curso.

«A ideia é bonificar os alunos que tenham melhor desempenho escolar, ou seja, a taxa vai reduzindo à medida que o rendimento vai aumentando», salienta o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Este fundo de garantia mútua conta ainda com a participação do BPI, BCP, BES, Santander Totta, CGD, Montepio Geral e Banif. O montante do crédito varia entre mil a 5 mil euros, com um máximo de 25 mil euros.

Fonte: Agência Financeira  2008.09.10  14:35


09/09/2008 20:29
Índice de custos de construção de habitação nova cresce 7,3%  0 commentaire
Em Julho
Índice de custos de construção de habitação nova cresce 7,3%

O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou hoje que, em Julho, o índice de custos de construção de habitação nova, no Continente, avançou 7,3% face ao período homólogo do ano passado, mais 0,4 pontos percentuais (p.p.) que o observado em Junho.

“Este comportamento foi, novamente, determinado pela aceleração registada na componente materiais (1,4 p.p.), pois a outra componente, mão-de-obra registou um abrandamento (0,2 p.p.). As taxas de variação homóloga destas duas componentes fixaram-se em 11,5% e em 3,8%, respectivamente”, sublinha o INE.

A mesma fonte acrescentou que o índice de preços de manutenção e reparação regular da habitação, no Continente, registou uma variação homóloga de 3,0%, menos 0,1 p.p. que no mês anterior.

O INE frisa que este comportamento ficou a dever-se ao abrandamento de 1,0 p.p. da componente produtos e da aceleração de 0,5 p.p. da componente serviços, situando-se as taxas de variação homóloga nos 4,5% e 2,0%, respectivamente.

Fonte: Jornal de Negócios  2008.09.09  11:52


30/08/2008 16:48
Governo proíbe bancos de cobrar comissões de renegociação  0 commentaire

Comissões por renegociar e transferir créditos proibida a 25 de Setembro

Bancos chegavam a cobrar comissões de 150 e 200 euros

Os bancos estão proibidos de cobrar, a partir do dia 25 de Setembro, comissões na renegociação de contratos de crédito à habitação ou na sua transferência para outras instituições de crédito, refere a «Lusa».

 

O decreto-lei publicado esta terça-feira em Diário da República, foi aprovado em Julho em Conselho de Ministros, e estabelece que as novas «medidas de tutela do mutuário no crédito à habitação respeitantes à renegociação das condições dos empréstimos e à respectiva mobilidade» entram em vigor num prazo de 30 dias.

Assim, a partir de 25 de Setembro as instituições financeiras que ainda cobrem comissões (que nalguns casos recentes comprovados se situaram entre os 150 e os 200 euros) estão proibidas de o fazer, sob pena do pagamento de coimas e outras penalizações previstas no regime geral das instituições financeiras.

Além de vedar «a cobrança de qualquer comissão pela renegociação das condições do crédito, nomeadamente do spread ou do prazo da duração do contrato de mútuo», o decreto proíbe também «fazer depender a renegociação do crédito da aquisição de outros produtos ou serviços financeiros».

O Governo diz que estas são medidas adoptadas «no contexto recente de agravamento das taxas de juro» e para tentar diminuir «o peso deste encargo através da eliminação de barreiras económicas ou legais que subsistam quer à renegociação das condições dos empréstimos quer à respectiva mobilidade».

A taxa de juro inerente aos contratos de crédito à habitação em Portugal atingiu em Julho o valor médio de 5,633 por cento, segundo dados do INE.

Fonte: Agência Financeira  2008.08.26  16:48


30/08/2008 16:31
Comissões de venda de casa abatem no IRS  0 commentaire

Comissões pagas às mediadoras abatem ao IRS

Contrariando o entendimento da Direcção de Serviços de IRS, fixado em 2004, o subdirector geral João Durão pediu um parcer ao Centro de Estudos Fiscais que reconheceu as comissões de intermediação imobiliária como despesas necessárias.

A comissão de intermediação imobiliária vai passar a ser dedutível na determinação das mais-valias obtidas com a venda de imóveis. Considerada como uma despesa necessária, as remunerações pagas às mediadoras vão, assim, poder ser abatidas ao IRS. Este entendimento consta de um parecer da Direcção do Centro de Estudos Fiscais (DCEF), a que o “Semanário Económico” teve acesso, solicitado pelo subdirector-geral dos Impostos, João Durão, com vista a clarificar o alcance da noção das despesas necessárias. Uma questão que não tem sido pacífica, tendo se verificado no passado comissões aceites numas situações e recusadas noutras.

 

A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) acaba, pois, de reconhecer os argumentos da reivindicação apresentada pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).
José Macedo, presidente da APEMIP, aplaude a clarificação deste assunto, realçando que com este entendimento acabam as interpretações divergentes que os serviços da administração fiscal apresentavam sobre esta matéria. “Travámos uma batalha com a administração fiscal que reconheceu a nossa reivindicação”, afirmou José Macedo, considerando que hoje o recurso à mediação é absolutamente fundamental para colocar um imóvel no mercado, nomeadamente quando há mais oferta que procura. A APEMIP antecipa como resultado positivo o facto de esta medida levar a que os particulares tenham um incentivo para solicitar a factura do pagamento de IVA a 20%. Uma discriminação positiva que contribuirá para apertar o cerco à fraude e evasão fiscal e contribuirá para aumentar a transparência do negócio de mediação.
Até aqui, enquanto algumas repartições consideravam que as remunerações pagas às empresas de mediação integravam o conceito de despesas de aquisição e alienação para cálculo das mais-valias, outras entendiam que despesas necessárias e inerentes à aquisição e alienação eram somente as relativas ao IMT, e aos encargos notariais e registrais.

Por despacho do subdirector geral, João Durão, em substituição do director geral dos Impostos, datado de 14 de Julho, foi sancionado o entendimento que desde que seja possível demonstrar inequivocamente que o montante pago ao mediador imobiliário diz respeito à venda do imóvel que deu origem à mais-valia, e desde que a actuação deste profissional esteja devidamente documentada, “nada obsta a que se considere a comissão de intermediação como despesa necessária” à venda do imóvel para efeitos do disposto na alínea a) do artigo 51º do Código do IRS.

As dúvidas suscitadas sobre a dedutibilidade desta despesa relacionavam-se com o facto de a contratação dos serviços de uma mediadora imobiliária não ser uma condição essencial para a formalização do negócio, mas sim uma opção do proprietário.

A administração fiscal clarifica agora a noção de despesas necessárias, apreciando a bondade dos argumentos da APEMIP em relação à utilidade do recurso à mediação imobiliária, avaliação de propriedades, publicidade e aconselhamento legal, enquanto meios de prevenir, lê-se no parecer, situações “inconvenientes e irregulares”. Para a DCEF tratar-se-ia de “assumir de forma descomplexada, a finalidade da actuação das entidades de mediação imobiliária e, porventura, de incentivar o recurso às suas capacidades”.

Parecer contraria Serviços de IRS
O Centro de Estudos Fiscais contraria o entendimento da Direcção de Serviços do IRS (DSIRS), que no início deste ano prestou uma informação onde reiterou o seu entendimento que a despesa suportada com a intermediação imobiliária, embora respeite à alienação de um imóvel, não assume carácter de obrigatoriedade ou necessidade inerente a outras despesas (notariado, conservatórias…). Concluiu, assim, aquela Direcção que os encargos suportados com a intervenção de uma imobiliária no processo de alienação de um imóvel gerador de mais-valias não revestem carácter de despesa necessária para a sua alienação. Um entendimento que teve por base um parecer de 2004 da Direcção de Serviços de Consultadoria Jurídica e de Contencioso, sancionado pelo então director-geral dos Impostos Paulo Macedo.
Apesar desta informação da DSIRS, o subdirector geral dos Impostos, João Durão, entendeu que deveria ser solicitada audição à DCEF, para uma análise mais aprofundada. O parecer desta direcção acabou por considerar que não é sustentável “com carácter geral e absoluto” o entendimento que as comissões pagas a mediadores imobiliários não integram o conceito de despesas necessárias.
No documento é realçado o facto de as comissões de intermediação constituírem rendimento tributável em IRS e IRC, na esfera dos mediadores imobiliários, pelo que a sua não dedução poderá conduzir, em certos casos, a uma dupla tributação económica.
O parecer conclui ainda que a realidade do mercado imobiliário actual, pelo menos nos grandes centros urbanos, impõe quase sempre o recurso à intermediação. 

 

Um exemplo

Atendendo ao elevado valor que atingem estas comissões, o seu impacto fiscal no IRS do vendedor pode ser significativo. Senão vejamos algumas implicações na venda de um imóvel por 200.000 euros, em que seja paga uma comissão de 12.000 euros, correspondente a 5% (acrescida de 20% de IVA).
Assim, o valor da mais valia sujeito a IRS sem esta despesa seria superior em 6.000 euros (ou seja, 50% dos 12.000 euros), e seria tributado à taxa aplicável à totalidade dos rendimentos do agregado familiar (entre 10,5 e 42%).

Como comprovar a comissão paga

A conexão entre a comissão paga e a transacção efectuada é comprovada através dos seguintes documentos, cuja emissão é obrigatória:

- Contrato de angariação (que identifica o imóvel, o preço pretendido para a venda e a percentagem da comissão);

- Escritura de compra e venda (que identifica o imóvel, o preço de venda e a menciona a intervenção da mediadora naquela transacção);

- A factura e recibo referentes à prestação de serviço, cujo valor deverá corresponder ao resultado da aplicação da percentagem da comissão (fixada no contrato) ao valor da venda (constante da escritura), e que deverá ainda mencionar o contrato de angariação ou o imóvel a que respeita.

Fonte: Semanário Económico  2008.08.29


22/08/2008 13:05
Avaliações bancárias baixam valor das casas  0 commentaire
 Empréstimos à habitação mais difíceis

Avaliações bancárias baixam valor das casas

O valor atribuído pelos bancos aos imóveis, no âmbito da concessão de crédito, continua a baixar, segundo dados oficiais revelados ontem. Entre os apartamentos, os mais desvalorizados foram os T2 e T3, que caíram perto de quatro por cento. O Alentejo foi a região mais depreciada e o Algarve continua a ser a zona mais cara do Continente.

A descida do valor dasavaliaçõesbancárias nos empréstimos para a compra de casa corresponde a uma atitude mais cautelosa num contexto de crise internacional.

O valor médio de avaliação bancária de habitação registou um decréscimo, face ao primeiro trimestre, de 2,8 por cento – que atingiu os 4,6 por cento comparativamente ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

No segundo trimestre, o valor médio do metro quadrado fixou--se nos 1186 euros, com o patamar mínimo a encontrar-se no Centro (980 euros/m2) e o máximo no Algarve, onde o metro quadrado ronda em média os 1485 euros. Em termos globais, os apartamentos foram os mais afectados, com quedas da ordem dos 3,3 por cento.

As descidas foram registadas em todas as tipologias, com  excepção dos apartamentos com maior dimensão, que foram valorizados pelos bancos em mais 1,3 por cento do que no trimestre anterior.

O valor das moradias desceu no trimestre 0,4 por cento, segundo o INE. Por regiões, destaca-se o crescimento em Lisboa, Vale do Tejo e Algarve de, respectivamente, 0,5 por cento e 0,1 por cento.

O Alentejo é a região mais desvalorizada, com a variação trimestral a atingir os cinco por cento.

Nas duas maiores regiões do País, a área metropolitana registou uma variação negativa de 3,6por cento, enquanto a do Porto conheceu uma queda de 3,7 por cento.

BANCOS ATENTOS AO MALPARADO

Os valores crescentes do crédito malparado estão a levar os bancos a apertarem os critérios para a concessão de crédito, nomeadamente o valor do imóvel. Os últimos dados revelados pelo Banco de Portugal mostram que o crédito malparado voltou a bater recordes, atingindo os 2,59 mil milhões de euros dos 131 mil milhões de euros em empréstimos contraídos à Banca. Só no crédito ao consumo os empréstimos de cobrança duvidosa contraídos pelas famílias totalizavam 633 milhões de euros, revelou o Banco de Portugal.


 

 

"USADOS TÊM BAIXADO": José Eduardo Macedo Mediação Imobiliária de Portugal

Correio da Manhã – Por que estão os bancos a descer as avaliações?

José Eduardo Macedo – Têm manifestado preocupação em apertar as avaliações. Estão mais cautelosos.

– Ainda assim é boa altura para comprar casa?

– Depende. Nos usados, tem havido tendência para baixar.

– Qual a perspectiva?

– A tendência é de desvalorização, que poderá agravar-se.

Fonte: 29 Julho 2008 - 00h30


19/08/2008 11:07
Saiba quanto pode receber de reembolso dos arredondamentos do crédito à habitação  1 commentaire

No crédito à habitação

Arredondamentos: saiba quanto pode receber de reembolso

Deco apresenta carta tipo para consumidores apresentarem nos bancos
A pensar em quem comprou casa com recurso ao crédito antes de 21 de Janeiro de 2007, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) acaba de lançar um simulador para calcular quanto é que poderá receber de reembolso devido aos arredondamentos praticados pelos bancos.

O simulador da Deco apresenta alguns exemplos e revela que para um capital inicial de 150 mil euros, com um capital em dívida em Janeiro de 2007 de 120 mil euros (decorridos 10 anos desde o início do empréstimo) um capital médio em dívida ao longo dos 10 anos decorridos de 135 mil euros, o valor médio mensal do arredondamento deverá ter atingido os 14,06 euros.

Isso significa que, no final do ano, o valor do arredondamento deverá ter atingido os 168 euros e, ao final de 10 anos, os 1.687,50 euros.

O simulador está disponível aqui

Carta tipo

Ao mesmo tempo, a Deco apresenta o modelo de carta para reclamar no banco o valor pago em arredondamentos.

No documento deverá disponibilizar algumas informações, nomeadamente a data e a duração do contrato, o montante do crédito, o spread, a prestação inicial, a periodicidade de pagamento das prestações e o indexante (por exemplo, Euribor a 3 meses, Lisbor a 6 meses) assim como a forma de cálculo (por exemplo, média aritmética dos últimos 12 meses).

Recorde-se que o Governo proibiu os bancos de arredondarem as taxas de juro. Já em Julho deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou abusiva a cláusula dos arredondamentos e decidiu avançar com acções contra os bancos. Neste momento, aguarda-se uma decisão dos tribunais.

Se a prática for declarada ilegal, os consumidores vão poder reclamar o que pagaram a mais ao longo de 10 anos.

A Deco e a Sefin são as duas entidades que estão a tratar deste processo de reembolso.

Fonte: 2008.08.18  16:23


12/08/2008 17:20
Área metropolitana de Lisboa com mais de 210 mil casas à venda  0 commentaire

Área Metropolitana com centenas de milhares de habitações à venda

Casas em Lisboa chegam a custar 2.300 euros por m2

Cascais e Oeiras também têm dos preços mais altos
A Área Metropolitana de Lisboa (AML) tinha, no final do primeiro trimestre deste ano, 213 mil casas à venda. Os dados são das estatísticas Confidencial Imobiliário//LardoceLar.com.

De acordo com o mesmo estudo, o preço médio da habitação em oferta na região atingiu os 1.649 euros/m2. Lisboa é o concelho onde os preços médios da habitação em venda atingem os valores mais elevados da Área Metropolitana, acima dos 2.300 euros/m2.

Seguem-se Oeiras e Cascais, onde os preços médios superam os 1.900 euros/m2.

Em conjunto, Lisboa, Cascais e Oeiras concentram 38% dos alojamentos em oferta contabilizados na base de dados Confidencial Imobiliário/LardoceLar.com relativamente à AML, sendo que, no conjunto dos três concelhos, Cascais lidera a oferta em termos de volume.

Odivelas tem os preços mais caros a Norte da capital

Na Margem Norte (Sintra, Vila Franca de Xira, Amadora, Loures, Odivelas e
Mafra), que reúne uma oferta de 70 mil fogos (33% do total da AML), os valores médios de habitação em oferta rondam os 1.450 euros/m2.

Nesta região, Odivelas apresenta o valor médio mais elevado (acima dos 1.500 euros/m2), enquanto que Sintra se afirma como o concelho com a maior bolsa de imóveis habitacionais em oferta (37% do total da Margem Norte).

Preços na Margem sul são metade dos praticados em Lisboa

A Margem Sul (Almada, Seixal, Setúbal, Montijo, Moita, Alcochete, Sesimbra,
Palmela, Barreiro) é a região da AML com os preços médios da habitação em oferta menos elevados, não ultrapassando os 1.200 euros/m2. No total, os nove concelhos que compõem esta sub-região concentram 29% da oferta habitacional em venda na Área Metropolitana de Lisboa, correspondentes a 63 mil alojamentos.

Almada é o concelho com os valores médios de habitação mais elevados na Margem Sul, com os fogos em oferta a rondarem, em média, os 1.500 euros/m2.

A Imométrica e o portal www.LardoceLar.com, desenvolvido e gerido pela Caixatec, do universo Caixa Geral de Depósitos, têm uma parceria, no âmbito da qual a primeira realiza o tratamento estatístico dos imóveis em oferta neste portal, que reúne mais de 450 mil imóveis e 1.200 empreendimentos em oferta por todo o país.

Fonte: Agência Financeira  2008.08.11  11:35


12/08/2008 15:56
BCE sem caminho pré-definido para as taxas de juro  0 commentaire

Trichet não se compromete

BCE sem caminho pré-definido para as taxas de juro

Inflação continua a ser a principal preocupação e crescimento económico vai ser débil no 2º e 3º trimestres.
 
O Banco Central Europeu (BCE), que decidiu esta quinta-feira manter a taxa de juro de referência para a Zona Euro inalterada nos 4,25%, deu já a entender que não sabe o que vai acontecer ao preço do dinheiro nos próximos meses.

Na conferência de imprensa que decorreu após a reunião, o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, afirmou que o conselho do BCE não tem qualquer «predisposição» em relação às taxas de juro, ou seja, não há um caminho pré-definido para os tempos mais próximos. O banco, pura e simplesmente, não se compromete com qualquer tendência. «Nunca nos comprometemos e faremos o que for necessário para conduzir a estabilidade de preços», disse.

O líder da instituição reiterou que o principal objectivo do banco é garantir a estabilidade de preços e que tudo será feito para assegurar que esse objectivo é alcançado. Recorde-se que a inflação da Zona Euro se encontra nos 4,1%, mais do dobre dos 2% que o BCE indica como adequados.

Por outro lado, Trichet alertou para o facto de se terem materializado os riscos de abrandamento do crescimento económico da Zona Euro, e avisou que este será particularmente débil nos segundo e terceiro trimestres deste ano. Uma desaceleração que era já esperada e que, de acordo com o presidente, corresponde em parte a uma correcção técnica depois do crescimento económico «excepcionalmente robusto» do primeiro trimestre. Os fundamentais da economia europeia, reiterou, são «sólidos».

«A taxa de inflação anual manter-se-á, provavelmente, bastante acima dos níveis consistentes com a estabilidade de preços por um período de tempo prolongado e os riscos mantêm-se em alta no médio e longo prazo», afirmou Jean-Claude Trichet, acrescentando que a inflação só deverá recuar gradualmente em 2009. Para já, admite, o nível da inflação é «preocupante».

Fonte: Agência Financeira  200.08.07  15:04


12/08/2008 15:41
Passos para elaboração de um orçamento mensal  0 commentaire

A GE Money aconselha

Passos para a elaboração de um orçamento mensal

Despesas fixas e prioritárias, despesas diárias e extras, tudo deve ser tido em contaA realização de um orçamento mensal é fundamental para umas finanças estáveis. Ao elaborar um orçamento doméstico fica com uma perspectiva global e realista do seu rendimento e das suas despesas e se lhe sobra algum dinheiro para poupança ou alguma compra extra.

Os seus rendimentos e as suas despesas, durante um período de tempo específico, são confrontados num orçamento, geralmente numa base mensal. Relativamente aos montantes irregulares, divida-os numa base de média mensal. Este procedimento ajudá-lo-á a perceber exactamente o que está a acontecer com o seu dinheiro e constitui uma boa orientação para o seu planeamento. Pode determinar antecipadamente quanto dinheiro precisa para fazer face às despesas fixas e quanto pretende gastar durante os próximos meses.

A GE Money elaborou uma lista de passos que o podem ajudar a elaborar o seu orçamento familiar, a mantê-lo controlado e a atingir mais facilmente os seus objectivos.

O primeiro passo a tomar é estabelecer prioridades relativamente às suas despesas. É necessário classificar o indispensável no seu orçamento e identificar as áreas onde pode poupar sempre que for preciso.

É extremamente importante que pague todas as suas contas primeiro todos os meses. Outro factor importante prende-se com custos irregulares ou custos regulares menos frequentes. Tratam-se de custos trimestrais, semestrais ou anuais, tais como seguro de recheio da casa ou impostos. Tente reservar, todos os meses, um montante fixo para estas despesas. Assim, estará precavido sempre que receber a factura. Também vale a pena reservar dinheiro para emergências ou surpresas (como por exemplo, dentista), e quem sabe até pode ficar com algum dinheiro extra para o seu objectivo de poupança pessoal.

Assim, o primeiro passo passa por fazer uma lista das suas despesas mensais fixas como renda ou prestação do crédito habitação, prestação do crédito automóvel, colégio, seguros, custos de electricidade, água, gás, etc. Se tiver pagamentos semestrais ou anuais, determine quanto o valor mensal e coloque-o de parte. Deve sempre ser realista e inscrever os valores exactos. No rendimento, use o valor líquido.

No segundo passo deve adicionar à lista os seus custos diários, como alimentação e transporte.

O terceiro passo consiste em apurar as despesas extra que tem, como férias, presentes, reparações, revisão automóvel ou compras de grande valor. Apesar destas despesas serem esporádicas, é prudente atribuir-lhes um determinado valor mensal.

Reservar algum dinheiro para despesas inesperadas, como médico, constitui o quarto passo.

Após preenchimento de todas as despesas, calcule o seu orçamento mensal. Este é o quinto passo. Se o montante que gasta excede o montante que ganha, então terá que rever o seu orçamento e reduzir as despesas diárias e extra ou recorrer a aconselhamento específico.

O sexto e último passo passa por analisar o seu orçamento todos os meses e ajustá-lo no caso do seu rendimento ou despesas se alterarem.

Fonte: Agência Financeira  2008.08.05  11:05


12/08/2008 15:16
Mais de um quarto do rendimento das famílias vai para casa  0 commentaire

Dados são de 2005 e 2006

Mais de um quarto do rendimento das famílias vai para a casa

Quase 30% vão para alimentação e transportes
Habitação, alimentação e transportes absorvem 55% do rendimento das famílias portuguesas. A conclusão é do Inquérito às Despesas das Famílias, cujos dados reportam aos anos de 2005 e 2006. Com a subida das taxas de juro desde então, será seguro afirmar que, actualmente, o peso desta categoria nas despesas totais das famílias será certamente muito superior.

O mesmo documento revela que o rendimento líquido anual das famílias atingia na altura, em média, de 22.136 euros, o que traduz um rendimento mensal líquido de 1.845 euros, por agregado familiar. Face aos dados do inquérito realizado em 1999-2000, estes valores traduzem um aumento de 2,1%.

Em termos de despesas, a média anual por família era de 17.607, dos quais a maior fatia, de 26,6 por cento (4.691 euros), era destinada à habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis. Outros 15,5% (2.736 euros) destinavam-se a bens alimentares, bebidas não alcoólicas e tabaco e 12,9% (2.272 euros) em gastos em transportes.

Alteração já vinha da década de 90

A evolução da estrutura das despesas dos agregados familiares portugueses ao longo da década de 90 foi marcada pela decrescente importância relativa da classe respeitante a produtos alimentares e bebidas não alcoólicas que, em 1989, 1995 e 2000 representou, respectivamente, 29%, 21% e 19% da despesa total (a preços correntes).

Pela primeira vez, em 2000, esta classe cedeu a primazia, em termos de posição relativa no conjunto da despesa, à «habitação; despesas com água, electricidade, gás e outros combustíveis» (20% do total).

Em terceira ordem de grandeza já surgiam em 2000 os «transportes», que pesavam 15% na despesa dos agregados, tal como em 1989 e 1995.

Lisboa com maiores rendimentos, maiores despesas e menor risco de pobreza

Na análise por regiões, Lisboa tinha o rendimento médio mais elevado, de 27.463 euros por família, em termos líquidos e por ano. Paralelamente, esta era também a região com a maior despesa média anual, de 20.715 euros.

No outro extremo, o Alentejo apresentava os menores rendimentos médios por família: 18.276 euros por ano, pelo que a despesa média registada era também a mais baixa, 14.067 euros.

Em termos de risco de pobreza, Lisboa apresentava a taxa mais baixa, com 12%, enquanto que as taxas mais elevadas cabiam à região do Norte e à Região Autónoma da Madeira, onde 19% da população tinha rendimentos inferiores ao limiar da pobreza.

Famílias com crianças gastam mais 50% que as outras

O inquérito conclui ainda que, por cada 100 euros gastos pelas famílias sem crianças ou jovens, as que têm menores dependentes gastam 150 euros, ou seja, mais 50%. As primeiras estavam, no entanto, em maioria, com 58% do total.

Em termos de distribuição geográfica, 71% das famílias vivem em áreas urbanas.

A grande maioria dos agregados (75,8%) vive em casa própria e com níveis de conforto básico elevados, já que 99,7% dispunham de electricidade, 98,5% tinham água canalizada, 97,4% tinham sistema de esgotos e 95,8% apresentavam instalação sanitária.

Telemóveis disparam

Há dois ou três anos atrás, 81% da população possuía telemóvel, um forte crescimento face aos 47,4% registados em 2000.

Pelo contrário, a posse de telefone fixo já estava a baixar desde o início da década, passando de 75,5% em 2000 para 68,7% em 2005/6.

Fonte: Agência Financeira  2008.08.12  13:34


09/08/2008 18:18
Portugal tem 200 mil imóveis usados que estão sobreavaliados  0 commentaire

Portugal tem 200 mil imóveis usados que estão sobreavaliados e não encontram comprador

07.08.2008 - 18h36  Lusa


Em Portugal há 200 mil imóveis usados que estão sobreavaliados e, por isso, não encontram qualquer comprador, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da APEMIP, José Eduardo Macedo.

"Estimo que actualmente a oferta de imóveis usados no mercado português ascenda a 200 mil, mas porque estão sobreavaliados não encontram comprador", disse o dirigente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

Segundo José Macedo, estima-se que hajam 200 mil imóveis usados "na cabeça dos proprietários".

"Os preços pedidos estão ainda relativamente próximos dos valores a que são vendidos os imóveis novos, mas por estarem sobreavaliados os compradores não optam por os adquirir", sublinhou.

Neste caso, a restrição do crédito bancário e os empréstimos mais caros aos clientes não estão a impedir que estes imóveis sejam vendidos, apesar de a Euribor, a taxa a que os bancos emprestam dinheiro uns aos outros, ter atingido a seis meses, na quarta-feira, um novo máximo dos últimos oito anos, nos 5,166 por cento, e a três meses um máximo de quase oito anos, nos 4,97 por cento.

Embora a maioria dos empréstimos à habitação em Portugal esteja indexado à Euribor (a três e seis meses), pelo que taxas mais altas traduzem-se no encarecimento das prestações das casas, quem tem imóveis possui imóveis usados e ainda não os amortizou na integra, mas pretende vendê-los, tem "um problema acrescido", explicou.

As pessoas que querem vender os imóveis usados pedem preços que estão acima do que as habitações valem, até porque quando contraíram empréstimos pediram crédito para mobilar as casas e mesmo comprar automóveis.

Para José Eduardo Macedo, a manutenção da taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), em 4,25 por cento, hoje, "não foi uma surpresa".

Desde o início da crise do crédito hipotecário de alto risco ('subprime'), em 2007, as taxas de juro de mercado da Zona Euro têm estado a subir, reflectindo o aumento do risco de crédito.

Desde o início do ano, a Euribor a 3 meses cotou-se em média nos 4,72 por cento, a Euribor a 6 meses nos 4,783 por cento e a Euribor a 1 ano nos 4,718 por cento, valores todos acima das médias entre os 4,2 e os 4,45 por cento registadas no conjunto de 2007.

"As taxas de juro dos empréstimos estão mais elevadas, mas nada que seja ainda insuportável, podendo mesmo subir", disse o presidente da APEMIP.

De acordo com José Macedo, a 'bolha' do imobiliário em Espanha não afecta o sector da construção em Portugal.

"Não estamos preocupados com essa situação", sublinhou.

O responsável pela APEMIP disse à Lusa que o parque imobiliário edificado, que ascendeu a 64 mil imóveis em 2007, estima-se que deverá crescer este ano mais 50 mil unidades.

Há 5,7 milhões de imóveis edificados, mas entre 800 mil a um milhão não reúnem condições mínimas de habitabilidade ou estão muito degradadas.

"Estamos numa fase em que a construção não é paradigma, mas sim a reabilitação, além da construção atendendo à sustentabilidade e eficiência ambiental", sublinhou.

O dirigente afirmou ainda à lusa que a oferta de imóveis tem vindo a diminuir, mas os preços em boas zonas mantêm-se estabilizados em níveis elevados.

Ao todo foram vendidos 209 prédios urbanos em Portugal em 2007, estimando-se que se vendam entre 155 mil e 190 mil, entre novos e usados, em 2008.

Destes últimos 40 a 50 mil são novos e os restantes usados.

Fonte: PÚBLICO


06/08/2008 20:50
Euribor a seis meses atinge novo máximo de 2000  0 commentaire
Euribor a seis meses atinge novo máximo de 2000
A Euribor a seis meses, o indexante mais usado no crédito à habitação, voltou a subir e renovou o máximo de 2000. Amanhã o Banco Central Europeu (BCE) vai reunir e anunciar a decisão sobre a evolução da taxa de juro para a Zona Euro.

A Euribor a seis meses subiu hoje para os 5,166%, o que representa o nível mais elevado desde Novembro de 2000. A subida desta taxa faz prever novos aumentos dos encargos com o crédito à habitação, depois de no mês passado a média mensal ter sido fixada no nível mais alto desde sempre, o que significou novos aumentos das prestações bancárias para as famílias cuja revisão do contrato de crédito incide em Agosto.

Esta subida surge um dia antes do BCE reunir. Apesar dos economistas preverem uma manutenção do preço do dinheiro nos 4,25%, depois da subida do mês passado, o mer